|

1.INTRODUÇÃO
OO programa de acção para o triénio 2008-2010 será o documento orientador das acções a desenvolver pelos corpos sociais da Associação Portuguesa de Portos de Recreio.
O objectivo primordial da Associação é a defesa das ideias e pontos de vista dos seus associados, criando condições para uma maior afirmação das Marinas e portos de recreio Portugueses no panorama nacional e internacional.
A APPR deverá também munir os seus associados de um conjunto de ferramentas que lhes permitam, de forma continuada, melhorar a rentabilidade das suas empresas, a qualidade das suas infra-estruturas e dos serviços prestados. Portugal deverá ser considerada uma referência a nível Mundial nesta área.
A náutica de recreio tem cada vez mais peso na economia nacional, e a importância das marinas e portos de recreio enquanto produto turístico, tornam a acção da APPR, no triénio que agora se inicia, num desfio estimulante.
Iremos centrar as nossas acções na melhoria contínua do trabalho de promoção, formação e educação ambiental. A qualidade dos projectos existentes, e dos que surgirão neste período, são fundamentais para a consolidação da boa imagem do nosso destino a nível Mundial.
A crescente preocupação com a dependência de energia proveniente de produtos petrolíferos torna essencial a procura de novas formas de energia renováveis como a eólica, a solar e a das correntes. A sua utilização nas nossas empresas trará inúmeras vantagens ao sector, ao país e ao ambiente.
Os novos corpos sociais terão como objectivo uma reafirmação da APPR enquanto principal associação do sector. O contributo de todos os associados será sempre bem-vindo e contribuirá para construir uma associação forte, representativa do sector e em que todos os empresários se revejam.
A presença activa da APPR no Comité de Marinas do ICOMIA permitirá a troca de experiências com associações internacionais idênticas de forma que estejamos melhor preparados para os desafios do futuro e também na defesa dos interesses do nosso sector em vários fóruns internacionais.
O site da APPR continuará activo no auxílio informativo aos nossos associados. Será uma das formas de acesso à candidatura da Bandeira Azul da Europa e irá divulgar todas as notícias e eventos de interesse para os associados.
Esta Direcção está fortemente empenhada para prossecução do programa de acção delineado e acredita que o triénio que se avizinha ficará marcado por enormes melhorias deste sector em Portugal. A APPR estará certamente envolvida em todos os novos desafios!
2.AMBIENTE
Entendemos as preocupações ambientais como um desígnio do sector sem o qual não poderemos desenvolver os nossos projectos de forma sustentada. As marinas e portos de recreio nacionais têm uma responsabilidade ambiental à qual não podem ser alheias e que terá de estar associado a elevados padrões de protecção ambiental.
A APPR irá continuar a promover os critérios para a candidatura à Bandeira Azul da Europa para Marinas e Portos de Recreio e persuadir o máximo número de associados a respeitá-los e, se possível, superá-los.
Não se trata apenas de uma questão de imagem do sector mas sim uma responsabilidade social das nossas empresas e cidadãos.
3.ENERGIA
A crise energética nível Mundial e o aquecimento Global tornam urgente a pesquisa de novas formas de energia renováveis.
As Marinas e Portos de Recreio em Portugal e, na maior parte das localizações a nível Mundial, têm a enorme vantagem de se encontrarem em localizações onde existem enormes recursos energéticos renováveis. Portugal é dos países com maior número de horas de exposição solar, o vento sopra forte durante quase todo o ano, temos ondas e correntes próximo de quase todas as nossas infra-estruturas.
Iremos desafiar investigadores e universidades e tentar que alguns dos nossos associados contem com projectos pioneiros nesta área.
O objectivo será obter infra-estruturas auto-suficientes em termos energéticos ou, pelo menos, muito menos dependentes de recursos provenientes de matérias-primas não renováveis..
4.COMITÉ DE MARINAS DO ICOMIA
A APPR integrou este comité em Setembro de 2007 e irá ter um papel activo no triénio que se avizinha.
Este será o palco para o trabalho da APPR a nível internacional e a honra de o integrarmos é o reflexo da crescente importância das Marinas e Portos de Recreio Portugueses no panorama mundial.
5.DIA EUROPEU DA MARINA
Após a difícil sensibilização das autoridades nacionais para a criação do dia nacional da Marina, propusemos ao ICOMIA a criação do dia Europeu da Marina.
A ideia foi acolhida com grande entusiasmo e esperamos concluir este processo ainda no início do triénio.
6.ESTATÍSTICAS DO SECTOR
A APPR irá continuar a trabalhar na actualização dos dados estatísticos do sector.
Sem esta informação será muito difícil monitorizarmos a evolução do sector e analisar a sua evolução face a novas legislações, acontecimentos económicos relevantes, etc.
7.FORMAÇÃO
Um dos papéis da APPR durante o próximo triénio, será a formação profissional dos recursos humanos dos associados.
Está em curso estudo de levantamento de necessidades de formação que será concluído no primeiro semestre de 2008.
Posteriormente e através da candidatura a um financiamento comunitário para a formação profissional, serão criadas condições para que ocorram várias acções de formação para os quadros dos nossos associados, quer no continente, quer nas regiões autónomas.
O espectro de formação irá incluir cursos centrados em áreas como a recepção/atendimento, línguas, manutenção, dockmasters e informática.
8.FISCALIDADE
A taxa de IVA cobrada pelos serviços prestados pelas Marinas e Portos de Recreio deverá ser revista e adequada ao que se passa noutras actividades semelhantes.
A prática desportiva de Golfe, o alojamento Turístico ou mesmo as aulas de ginástica são actividades com uma taxa de IVA reduzida (5%).
Entendemos que a actividade das Marinas tem características comuns às actividades referidas anteriormente e por isso deveria ser abrangida por um regime idêntico.
Os serviços por nós disponibilizados são Turísticos como o alojamento, combatem a sazonalidade como o Golfe e promovem a actividade desportiva tal como as aulas de ginástica ou mesmo o golfe. Ao longo deste triénio iremos assumir o compromisso de sensibilizar o Governo para a necessidade de rever a taxa de IVA das amarrações, ressalvando as enormes vantagens que esta alteração iria trazer para o nosso sector.
9.PARCERIAS
Iremos continuar a colaborar com organizações como a British Marine Federation e a Association of Marina Industries. A primeira é responsável pela organização de eventos como o Boat Show de Londres e engloba como associados várias empresas do sector náutico. A segunda é a principal associação de Marinas dos Estados Unidos da América e, entre outras actividades, organiza vários congressos ligados ao sector.
Este tipo de parcerias permitem à APPR e seus associados facilitar a resolução de problemas técnicos, contactos com fornecedores internacionais, ou até o apoio em investimentos nesta área, noutros países.
10.PROMOÇÃO DAS MARINAS E PORTOS DE RECREIO
A estratégia para a promoção dos nossos associados no estrangeiro terá de ser revista e teremos de encontrar formas inovadoras de promoção das infra-estruturas nacionais.
O Turismo de Portugal terá a seu cargo o apoio e patrocínio à organização de eventos com grande projecção internacional. Juntamente com a promoção destes eventos, será feita a promoção do turismo náutico em Portugal.
A presença em salões náuticos internacionais não será mais efectuada pelo estado Português. A APPR terá de mobilizar os associados e organizá-los de forma a conseguir uma participação conjunta com benefícios claros para todos.
Numa perspectiva de economia de recursos e de interesse nacional defendemos uma presença comum do sector, podendo assim viabilizar a comparência num maior número de salões náuticos.
Consideramos ser de grande importância a representação da APPR nos salões náuticos de Southampton, Londres, Dusseldorf, Paris e Barcelona.
11.CONCLUSÃO
A crescente importância da náutica de recreio em Portugal tem levado vários governantes a considerarem publicamente este sector como um dos sectores chave do nosso país. O PENT (Plano Estratégico Nacional do Turismo) considerou o Turismo náutico como um dos principais produtos turísticos de Portugal.
Iremos defender as marinas e portos de recreio que representamos com toda a energia e motivação, mantendo o espírito de cooperação e colaboração que tem pautado a actuação da APPR.
Estaremos prontos para responder a todos os desafios sem ceder a pressões, e defendendo sempre os interesses do sector e dos nossos associados com a maior independência.
Acreditamos que o triénio que agora se inicia vai trazer alterações muito significativas, para este sector, no nosso país e estaremos profundamente envolvidos nelas.
|